Campanha dos jogadores contra os problemas enfrentados pelo vôlei brasileiro
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O movimento começou na noite desta segunda-feira e partiu de vários jogadores que debatiam o tema em um grupo de discussão que tem mais de 280 atletas - do Brasil e de fora. Juntos, eles decidiram divulgar uma imagem por todas as redes sociais com os dizeres: "Unidos pelo Voleibol. Por uma Superliga melhor".
Um dos grandes incentivadores do movimento foi o meio-de-rede Gustavo Endress, campeão olímpico em 2004 e atual jogador do Canoas. O central usou o Facebook e o Twitter para compartilhar a imagem e pedir a outros atletas, ex-atletas e até clubes incentivarem também a campanha - a ideia é pressionar a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) e os próprios times a transformarem a Superliga em um campeonato mais viável para os patrocinadores.
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Campinas é mais um time em busca de patrocínio para continuar
Gustavo foi um dos que iniciou a discussão fazendo uma série de posts de protesto no Twitter ao saber da perda de patrocínio do Campinas e gerando um grande debate com outros atletas pela rede social.
"Precisamos mudar os conceitos de como manter esses patrocinadores. A Superliga precisa ser mais atrativa não da mais pra manter esse formato. E principalmente não da mais pra ir adiante com esse calendário.Se a Superliga não for bem mais longa não teremos mais times.
#Inconformado", questionou Gustavo, via Twitter, ainda fazendo um apelo para os clubes se unirem na tentativa de transformar o campeonato em algo melhor que fosse benéfico para todos.
#Inconformado", questionou Gustavo, via Twitter, ainda fazendo um apelo para os clubes se unirem na tentativa de transformar o campeonato em algo melhor que fosse benéfico para todos.
"Esta imagem representa a nossa preocupação com a saída de vários patrocinadores e a possibilidade de alguns clubes fecharem as portas", escreveu o jogador ao postar a imagem, que foi compartilhada por cerca de 50 pessoas nas primeiras duas horas em que ficou no ar.
Alguns dos atletas que apoiaram a 'mobilização' foram o ponteiro Lucarelli, do Minas, além dos centrais Bia e Sidão, a levantadora Dani Lins, o líbero Serginho e o técnico Talmo, todos do Sesi, o levantador William, do Sada Cruzeiro, o ponteiro Dante, o central Lucão e o levantador Bruninho, do RJX, a oposta Sheilla, do Sollys/Nestlé, e até o ex-levantador Mauricio entraram de cabeça no protesto publicando a foto em suas redes sociais. A grande reivindicação de todos eles é para que a Superliga dure mais do que apenas quatro meses para não deixar os clubes parados por tanto tempo.
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No Vôlei Futuro, após o feminino, o masculino também deve acabar
O problema do fechamendo de clubes no vôlei brasileiro já não é de hoje. A Superliga feminina, por exemplo, chegou a ser reduzida para esta temporada por conta do fechamento de três equipes no ano passado: Vôlei Futuro, Mackenzie e Macaé.
Em novembro passado, antes do início desta Superliga, o ESPN.com.br fez uma série de reportagens especiais expondo o problema que os clubes encontram para achar patrocinadores dispostos a investir no vôlei a longo prazo - desde o primeiro ano da competição no feminino, em 1994, somente três equipes, São Caetano, Minas e Pinheiros, conseguiram se manter vivos em todas as edições e, em 18 anos de torneio,mais de 70% dos times não duraram mais do que quatro anos.
A mobilização dos atletas pelas redes sociais também não é novidade. Antes do início desta Superliga, uma discussão, também iniciada por Gustavo, propunha a realização de uma 'Copa do Brasil' para preencher o calendário dos times no ano, mas o assunto também parou por aí.
Até agora, ainda não está planejada nenhuma discussão entre CBV e equipes a respeito do formato da Superliga. A competição, que começou no fim de novembro, está na fase semifinal para o masculino e final para o feminino.
Fonte: http://espn.estadao.com.br/
Comentário: É muito triste ver o fim que o vôlei está tomando. Times considerados grandes se desfazendo por falta de patrocínio.
Postado por: Adriane Fernandes
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